A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque pôs os olhos na humildade da sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações.
Leitura II
A fidelidade de Deus às Suas promessas exige uma resposta. Por isso, o cristão deve viver na alegria, na oração, na acção de graças, numa palavra, na santidade, ao longo da sua vida, na perspectiva da Vinda Gloriosa de Cristo.
Na sua marcha, encontrará, por certo, como todos os homens, a provação e o sofrimento. Mas o nosso Deus é um Deus de paz, isto é, de felicidade material (sentido de paz no A. T.) e espiritual (plenitude de vida divina em Jesus Cristo). Há-de, portanto, ajudá-lo a conseguir esta felicidade, pela santidade.
Evangelho
A palavra de João Baptista conserva toda a sua actualidade: no meio de nós está Jesus Cristo, mas nós não O reconhecemos. Vemos talvez n’Ele o herói dum messianismo temporal, o pregador duma fraternidade e duma felicidade puramente humanas, o taumaturgo ex¬tra¬ordinário. Mas o segredo da Sua personalidade de Homem-Deus e da Sua fidelidade ao Pai, até à morte, escapa-nos.
Descobrir Cristo com o olhar lúcido da fé e mostrá-l’O aos outros – eis a boa notícia, que nos dá a alegria verdadeira –.
Homilia
A esperança cristã passa muito longe de ser um mero “sentimento positivo”, uma ingenuidade de quem se esforça para acreditar que, no futuro, as coisas talvez sejam melhores. Esperar, para quem crê, é ter a certeza de que Deus, apesar da nossa miséria, nunca deixará de estender-nos a mão e oferecer-nos todas as graças necessárias para sermos santos, nesta vida passageira, e eternamente felizes, na alegria do Céu.