Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
o povo que Ele escolheu para sua herança.
Do Céu o Senhor contempla
e observa todos os homens.
Evangelho
Rejeitado em Nazaré, Jesus desce a Cafarnaum onde é acolhido pela fé daquela gente, a ponto de Cafarnaum vir a ser chamada “a sua cidade”. Este dia de Cafarnaum foi para Jesus um dia cheio: saindo da sinagoga, Jesus entra em casa de Simão e cura a sogra dele que estava doente. Depois, ao pôr-do-sol, é uma multidão de doentes que é curada pela imposição das suas mãos. Assim cativada pelos seus favores, a multidão não O quer deixar partir; mas o Enviado de Deus tem de ir também “às outras cidades”.
Homilia
O Senhor declara no Evangelho de hoje que a sua missão, aquilo para o qual Ele foi enviado, é pregar a Boa-Nova do Reino de Deus a toda a casa de Israel. Jesus já estivera antes, como lemos há alguns dias, na sinagoga de Nazaré, onde os seus conterrâneos se indignaram ao vê-lo proclamar, depois da leitura do profeta Isaías, que nele enfim tinha cumprimento a profecia: “O espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção; enviou-me a levar a Boa-Nova aos humildes” (Is 61, 1). Movido pelo Espírito Santo, Jesus dá início a seu ministério público na cidade em que se criara; em seguida, rechaçado pelos seus, dirige-se a Cafarnaum, onde, como vimos ontem, o povo se admira diante dos exorcismos por Ele realizados e do poder de sua palavra.