Do Senhor é a terra e o que nela existe,
o mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas.
Evangelho
Jesus continua nas margens do lago junto dos pescadores. Através da experiência da sua vida de trabalho, Jesus leva-os a compreender, particularmente a Simão Pedro, que o seu futuro será outro. A cena da pesca miraculosa tem uma significação mais larga do que a simples abundância do peixe que foi apanhado na rede: Pedro, a barca, a rede, a pesca, o acto de fé de Pedro e dos colegas, o chamamento e a resposta dos futuros Apóstolos, traduzem o mistério da Igreja e o dos Apóstolos no meio da Igreja: doravante eles serão pescadores de homens. E eles compreenderam a lição: deixaram as redes e seguiram Jesus.
Homilia
Vemos no Evangelho de hoje o Senhor subir à barca de Pedro para pregar ao povo e realizar, à vista de todos, a primeira pesca milagrosa. Os elementos que contextualizam esse episódio têm grandes relevâncias práticas para a nossa vida interior. Com efeito, Deus habita em nossas almas, naquelas “águas mais profundas” rumo às quais Jesus manda Pedro navegar. No entanto, para o podermos encontrar na intimidade do nosso coração, não temos outro meio senão afastar-nos das “margens do lago”, ou seja, abandonar a vida velha, de homens carnais e mundanos.
Santo
Liberato nasceu na pequena Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Pertencia à nobre família Brunforte, senhores de muitas terras e muito poder. Mas o jovem Liberato ouvindo o chamado de Deus e por sua grande devoção à Virgem Maria, abandonou toda a riqueza e conforto, para seguir a vida religiosa. Renunciou às terras e o título de Senhor de Loro Piceno, que havia herdado de seu tio em favor de seu irmão Gualterio, e foi viver no Convento de Rocabruna, em Urbino.