Homilia

Hoje, terça-feira que precede o início da Quaresma, a Igreja tem o costume de praticar com fervor particular a devoção à sagrada face do Redentor, em reparação dos tantos pecados cometidos ao longo do Carnaval, pecados com que é ofendida a majestade de Deus e desprezado, com imundícies e blasfêmias, o seu santíssimo amor pelo homens. Embora seja certo que nós, esquecidos do que fazemos, costumamos deixar detrás das costas as faltas cometidas, Deus, para quem todos os tempos são um só instante permanente, tem-nas sempre diantes dos olhos, e por isso não há dúvida de que os pecados em que ainda hoje caímos foram e são a causa das dores suportadas por Cristo durante a sua Paixão.

Homilia

No Evangelho de hoje, assistimos à cena já conhecida do jovem rico. Aproxima-se de Cristo um rapaz que desde a meninice guarda fielmente os Mandamentos: “Não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe”. Ao saber disto, Jesus o olha com carinho, amando-o, e diz-lhe com toda simplicidade: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me”. O que pede o Senhor a esse jovem virtuoso e cheio da graça de Deus, já que era objeto do amor de Cristo, é que ele, além de cumprir com os Mandamentos, busque também crescer no amor.

Homilia

Naquele tempo, Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. Por que vês o cisco que está no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando não percebes a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.

Homilia

O Evangelho desta sexta-feira nos fala da boa-nova da família, ao pôr de manifesto a altíssima conta em que Nosso Senhor, criador do homem e da mulher, tem o matrimônio: “O que Deus uniu, o homem não separe”. Trata-se de um ensinamento a que a Igreja, indefectível na profissão da verdade católica e apostólica em sua pureza e integridade, sempre se manteve e manterá fiel até o fim dos tempos, ainda que os poderes do mundo, desta e de outras épocas, façam de tudo para o perverter ou anular.